MÍDIAS LOCAIS 2014.1
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Entrevista com Luiz Léo - PUC-Rio
Em entrevista para nosso blog, o professor das matérias Midias Globais e Marketing Esportivo da PUC - Rio, posicionou-se em relação à Copa do Mundo que ocorrerá no Brasil no mês de junho deste ano.
Como profissional, ele vê uma possibilidade de um grande crescimento e reconhecimento do mercado no país e, como o Brasil se comprometeu com esta missão com o mundo todo, deve sim honrá-la. Mas, claro, nunca querer realizar algo acima do que podemos oferever.
Como cidadão brasileiro, ele afirma que há exageros. Tudo que se faz no Brasil, tem ausência de planejamento, é contraditório e insano.
Como trabalha também na Tijuca, bairro do estádio do Maracanã, pode ver o trem, por exemplo, à 45 dias da Copa, ainda em obra. Isso é uma vergonha.
Como trabalha também na Tijuca, bairro do estádio do Maracanã, pode ver o trem, por exemplo, à 45 dias da Copa, ainda em obra. Isso é uma vergonha.
Segundo ele, a forma de se realizar o evento é ruim, com investimentos públicos e custos astronômicos. Desta maneira, claro que os cidadãos ficam indignados, além da forma arbitrária do policial tratar os manifestantes, das desapropriações, etc.
"Lamentável estarmos utilizando este evento de forma tão mal feita. O Brasil está deixando uma impressão péssima", diz ele se referindo às estruturas, trens, aeroportos, rede hoteleira, feriados nos dias de jogo.
Há menos de um mês da Copa, estamos com tudo por fazer. Não há como não haver um paralelo com a copa de 1950, onde o Maracanã ficou pronto na véspera e os jogos foram realizados com escombros e andaimes.
Sobre as manifestações, ele afirma que a tecnologia está ajudando a nos entendermos e sermos mais participativos, somos agentes capazes de intervir no processo político.
Apreensivo, ele diz que está tudo sendo feito de uma maneira muito amadora e as consequências podem ser imprevisiveis.
"Imagina que situação: Brasil faz a Copa do Mundo pra ser um cartão de visitas de ingresso ao primeiro mundo, ao mundo desenvolvido, e de repente vai passar pela porta dos fundos porque vai ter violência, vai ter desentendimento, conflito. Eu espero que não, torço que não, mas estou convencido que a chance de haver de haver é muito maior que a de não haver as manifestações."
"Imagina que situação: Brasil faz a Copa do Mundo pra ser um cartão de visitas de ingresso ao primeiro mundo, ao mundo desenvolvido, e de repente vai passar pela porta dos fundos porque vai ter violência, vai ter desentendimento, conflito. Eu espero que não, torço que não, mas estou convencido que a chance de haver de haver é muito maior que a de não haver as manifestações."
Ouça na íntegra.
domingo, 11 de maio de 2014
Relatório de G2 – Amanda Weaver – Grupo de Campo
Realizei – em sala de aula e em casa – as atividades
propostas pelo professor e compareci a todas as aulas.
Junto com a Júlia Weibert, fiquei encarregada de levar parte
dos questionários presencialmente a alunos e outras pessoas do universo PUC. O
resultado, que a Júlia já postou aqui no blog, demonstra que a pesquisa
presencial intimida mais que a via internet. Os ‘entrevistados’ pensaram bem
antes de responder, perante nosso olhar de ‘entrevistadoras’. O #naovaitercopa
ganhou menos força em comparação à pesquisa online, nitidamente porque ela foi
compartilhada por integrantes e/ou simpatizantes dos “Black Blocs RJ”.
Procurei não apenas entregar os questionários, mas analisar
a feição das pessoas enquanto os preenchiam e até comentar com algumas delas sobre
as respostas. Assim, observei que a maioria está confusa e não é radical. E
estamos falando – se é que se pode generalizar – de uma elite sócio-cultural,
de quem se espera advir ciência a respeito dos problemas da Copa e da
infra-estrutura do país para sediá-la. Observei também que, embora tenham marcado
determinado tópico, as pessoas no geral estavam maleáveis ao comentar sobre sua
receptividade em relação ao evento. Pontuo que, no “boca-a-boca”, a maioria não
se mostrou disposta a ir para as ruas, mas sim a viajar, por esperar que o
evento se torne um caos.
Também fiz vídeos com duas jornalistas do meu trabalho – uma
é aluna de pós-graduação da PUC, e a outra, ex-aluna da universidade. Postei no
blog e, como se pode ver, apesar das opiniões diferentes em alguns aspectos,
elas mostram-se favoráveis ao evento. Pautam-se na premissa de que o melhor a
se fazer agora é curtir e dar apoio ao Brasil, visto que os investimentos já
foram feitos. Conversando em off com
outras jornalistas, percebi que há uma espécie de consenso de que o Brasil vai
ficar caótico com a Copa e o ideal para nós, moradores, seria viajar. Mas nem
todos têm essa opção. Também constatei que, dentro do grupo de jornalistas com
o qual convivo, a maioria deseja
assistir aos jogos do Brasil – mesmo quem diz não gostar de futebol...
Pretendo fazer mais vídeos no formato dos que postei.
Pesquisa de Campo nº2 - parte feita pela internet
Colocamos nas redes sociais uma pesquisa com 10 perguntas sobre a Copa do Mundo que será realizada daqui a um mês no Brasil. O grande número de respostas se deve ao fato de que nossa pesquisa foi compartilhada pela página do Facebook "Black Blocs RJ". Os resultados abaixo estão na íntegra, sem nenhuma modificação, por isso, há idades, nomes e ocupações que parecem inverossímeis, provavelmente fruto de ironia por parte de alguns dos "entrevistados". A enquete foi publicada no dia 20 de abril e retirada no dia 11 de maio.
Pesquisa
Enquanto uma parte da pesquisa sobre a
Copa foi feita via internet, eu e a Amanda ficamos encarregadas de
fazer a outra parte abordando alunos, professores e funcionários da
PUC.
O resultado da pesquisa (a parte feita
através da abordagem na faculdade) foi o seguinte:
Em relação a opinião quanto a Copa
ser realizada no país:
50% Indiferente
25% Ótimo
25% #NãoVaiTerCopa
Em relação a ser a favor ou não da
Copa no Brasil na época da candidatura:
65% Sim
35% Não
Em relação a achar que a Copa vai
ajudar a melhorar a imagem do país:
50% Talvez
35% Não
10% Sim
5% Não sei
Em relação a como a pessoa se sente
com os resultados das obras feitas:
80% Insatisfeito
15% Satisfeito
5% Indiferente
Em relação aos investimentos feitos
para a Copa:
50% Necessários, mas feitos de forma
equivocada
45% Insuficientes
5% Desnecessários
0% Foram feitos de forma adequada
Em relação a estar disposto a ir para
as ruas protestar:
70% Não
30% Sim
Em relação a como se sente com o
evento:40% Vai ser caótico
30% Indiferente
25% Animado
5% Ansioso
0% Vai para a rua protestar
Em relação a como será o evento:
75% O Brasil vai parar
15% Vai ser ótimo
10% Vai ter confusão
0% Calmo e vazio
Em relação ao apoio dos jogadores às
manifestações:
60% Não sei, estão em uma posição
difícil
30% Sim, deveriam mostrar apoio
10% Não, eles não têm nada a ver com
isso
Em relação a se o Brasil vai ganhar a
Copa ou não:
40% Não
35% Sim
25% Não sei/ não gosta de futebol
Conclusão:
A
partir desses resultados pudemos concluir que metade
desses
entrevistados se disse indiferente com a Copa, mas
mais
da metade era a favor da Copa no Brasil na
época da candidatura. Poucos acham que o evento ajudará a melhorar
a imagem do país. Muitos acham que o Brasil não está preparado
para receber um evento desse porte e estão insatisfeitos com os
resultados das obras feitas por terem sido mal feitas ou serem
insuficientes. O sentimento em relação a Copa está bem dividido,
uns animados, outros indiferentes mas em questão do evento, a
maioria acha que o país vai parar por falta de infraestrutura mas
poucos estariam dispostos a ir para a rua protestar. Mais
da metade acha que os jogadores estão em uma posição difícil em
relação aos protestos.Quanto
à vitória do Brasil, quase
empatado, o 'não' ganha.
sábado, 10 de maio de 2014
Relatório de participação
Por Marianna Firme
Além das atividades obrigatórias propostas em sala de
aula, procuro postar no blog matérias publicadas em diferentes veículos
relacionadas à Copa do Mundo. Um exemplo é a reportagem veiculada no portal
PUC-Rio Digital sobre a remoção da comunidade da Vila Autódromo, na Zona Oeste.
A matéria é do Tiago Coelha e foi produzida por mim.
Participei da formulação e da divulgação do questionário
sobre a Copa para os alunos e funcionários da PUC. Também produzi, com Luísa
Taranto e Tiago Coelho, algumas entrevistas sobre a opinião das pessoas em
relação ao evento.
Assinar:
Postagens (Atom)





