quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pablo, 24 anos, jornalista



Fabíola, 26 anos, jornalista



Entrevista com Luiz Léo - PUC-Rio



Em entrevista para nosso blog, o professor das matérias Midias Globais e Marketing Esportivo da PUC - Rio, posicionou-se em relação à Copa do Mundo que ocorrerá no Brasil no mês de junho deste ano.

Como profissional, ele vê uma possibilidade de um grande crescimento e reconhecimento do mercado no país e, como o Brasil se comprometeu com esta missão com o mundo todo, deve sim honrá-la. Mas, claro, nunca querer realizar algo acima do que podemos oferever.

Como cidadão brasileiro, ele afirma que há exageros. Tudo que se faz no Brasil, tem ausência de planejamento, é contraditório e insano.
Como trabalha também na Tijuca, bairro do estádio do Maracanã, pode ver o trem, por exemplo, à 45 dias da Copa, ainda em obra. Isso é uma vergonha.

Segundo ele, a forma de se realizar o evento é ruim, com investimentos públicos e custos astronômicos. Desta maneira, claro que os cidadãos ficam indignados, além da forma arbitrária do policial tratar os manifestantes, das desapropriações, etc.

"Lamentável estarmos utilizando este evento de forma tão mal feita. O Brasil está deixando uma impressão péssima", diz ele se referindo às estruturas, trens, aeroportos, rede hoteleira, feriados nos dias de jogo.
Há menos de um mês da Copa, estamos com tudo por fazer. Não há como não haver um paralelo com a copa de 1950, onde o Maracanã ficou pronto na véspera e os jogos foram realizados com escombros e andaimes.

Sobre as manifestações, ele afirma que a tecnologia está ajudando a nos entendermos e sermos mais participativos, somos agentes capazes de intervir no processo político.
Apreensivo, ele diz que está tudo sendo feito de uma maneira muito amadora e as consequências podem ser imprevisiveis.
"Imagina que situação: Brasil faz a Copa do Mundo pra ser um cartão de visitas de ingresso ao primeiro mundo, ao mundo desenvolvido, e de repente vai passar pela porta dos fundos porque vai ter violência, vai ter desentendimento, conflito. Eu espero que não, torço que não, mas estou convencido que a chance de haver de haver é muito maior que a de não haver as manifestações."

Ouça na íntegra.

domingo, 11 de maio de 2014

Relatório de G2 – Amanda Weaver – Grupo de Campo

Realizei – em sala de aula e em casa – as atividades propostas pelo professor e compareci a todas as aulas.

Junto com a Júlia Weibert, fiquei encarregada de levar parte dos questionários presencialmente a alunos e outras pessoas do universo PUC. O resultado, que a Júlia já postou aqui no blog, demonstra que a pesquisa presencial intimida mais que a via internet. Os ‘entrevistados’ pensaram bem antes de responder, perante nosso olhar de ‘entrevistadoras’. O #naovaitercopa ganhou menos força em comparação à pesquisa online, nitidamente porque ela foi compartilhada por integrantes e/ou simpatizantes dos “Black Blocs RJ”.

Procurei não apenas entregar os questionários, mas analisar a feição das pessoas enquanto os preenchiam e até comentar com algumas delas sobre as respostas. Assim, observei que a maioria está confusa e não é radical. E estamos falando – se é que se pode generalizar – de uma elite sócio-cultural, de quem se espera advir ciência a respeito dos problemas da Copa e da infra-estrutura do país para sediá-la. Observei também que, embora tenham marcado determinado tópico, as pessoas no geral estavam maleáveis ao comentar sobre sua receptividade em relação ao evento. Pontuo que, no “boca-a-boca”, a maioria não se mostrou disposta a ir para as ruas, mas sim a viajar, por esperar que o evento se torne um caos.

Também fiz vídeos com duas jornalistas do meu trabalho – uma é aluna de pós-graduação da PUC, e a outra, ex-aluna da universidade. Postei no blog e, como se pode ver, apesar das opiniões diferentes em alguns aspectos, elas mostram-se favoráveis ao evento. Pautam-se na premissa de que o melhor a se fazer agora é curtir e dar apoio ao Brasil, visto que os investimentos já foram feitos. Conversando em off com outras jornalistas, percebi que há uma espécie de consenso de que o Brasil vai ficar caótico com a Copa e o ideal para nós, moradores, seria viajar. Mas nem todos têm essa opção. Também constatei que, dentro do grupo de jornalistas com o qual convivo,  a maioria deseja assistir aos jogos do Brasil – mesmo quem diz não gostar de futebol...


Pretendo fazer mais vídeos no formato dos que postei.

Pesquisa de Campo nº2 - parte feita pela internet



Colocamos nas redes sociais uma pesquisa com 10 perguntas sobre a Copa do Mundo que será realizada daqui a um mês no Brasil. O grande número de respostas se deve ao fato de que nossa pesquisa foi compartilhada pela página do Facebook "Black Blocs RJ". Os resultados abaixo estão na íntegra, sem nenhuma modificação, por isso, há idades, nomes e ocupações que parecem inverossímeis, provavelmente fruto de ironia por parte de alguns dos "entrevistados". A enquete foi publicada no dia 20 de abril e retirada no dia 11 de maio.








Pesquisa


Enquanto uma parte da pesquisa sobre a Copa foi feita via internet, eu e a Amanda ficamos encarregadas de fazer a outra parte abordando alunos, professores e funcionários da PUC.
O resultado da pesquisa (a parte feita através da abordagem na faculdade) foi o seguinte:



Em relação a opinião quanto a Copa ser realizada no país:
50% Indiferente
25% Ótimo
25% #NãoVaiTerCopa


Em relação a ser a favor ou não da Copa no Brasil na época da candidatura:
65% Sim
35% Não


Em relação a achar que a Copa vai ajudar a melhorar a imagem do país:
50% Talvez
35% Não
10% Sim
5% Não sei


Em relação a como a pessoa se sente com os resultados das obras feitas:
80% Insatisfeito
15% Satisfeito
 5% Indiferente


Em relação aos investimentos feitos para a Copa:
50% Necessários, mas feitos de forma equivocada
45% Insuficientes
5% Desnecessários
0% Foram feitos de forma adequada


Em relação a estar disposto a ir para as ruas protestar:
70% Não
30% Sim


Em relação a como se sente com o evento:40% Vai ser caótico
30% Indiferente
25% Animado
5% Ansioso
0% Vai para a rua protestar


Em relação a como será o evento:
75% O Brasil vai parar
15% Vai ser ótimo
10% Vai ter confusão
0% Calmo e vazio


Em relação ao apoio dos jogadores às manifestações:
60% Não sei, estão em uma posição difícil
30% Sim, deveriam mostrar apoio
10% Não, eles não têm nada a ver com isso


Em relação a se o Brasil vai ganhar a Copa ou não:
40% Não
35% Sim
25% Não sei/ não gosta de futebol



Conclusão:
A partir desses resultados pudemos concluir que metade desses entrevistados se disse indiferente com a Copa, mas mais da metade era a favor da Copa no Brasil na época da candidatura. Poucos acham que o evento ajudará a melhorar a imagem do país. Muitos acham que o Brasil não está preparado para receber um evento desse porte e estão insatisfeitos com os resultados das obras feitas por terem sido mal feitas ou serem insuficientes. O sentimento em relação a Copa está bem dividido, uns animados, outros indiferentes mas em questão do evento, a maioria acha que o país vai parar por falta de infraestrutura mas poucos estariam dispostos a ir para a rua protestar. Mais da metade acha que os jogadores estão em uma posição difícil em relação aos protestos.Quanto à vitória do Brasil, quase empatado, o 'não' ganha.

sábado, 10 de maio de 2014

Relatório de participação

Por Marianna Firme


            

           Além das atividades obrigatórias propostas em sala de aula, procuro postar no blog matérias publicadas em diferentes veículos relacionadas à Copa do Mundo. Um exemplo é a reportagem veiculada no portal PUC-Rio Digital sobre a remoção da comunidade da Vila Autódromo, na Zona Oeste. A matéria é do Tiago Coelha e foi produzida por mim.

           
           Participei da formulação e da divulgação do questionário sobre a Copa para os alunos e funcionários da PUC. Também produzi, com Luísa Taranto e Tiago Coelho, algumas entrevistas sobre a opinião das pessoas em relação ao evento.