domingo, 27 de abril de 2014

Questionário sobre a Copa no Brasil

Questionário sobre a Copa a ser realizado com 100 pessoas da PUC.



    O que você acha da Copa do Mundo ser aqui no Brasil? *


    Na época da candidatura, você era a favor da Copa no Brasil? *


    Você acha que a Copa ajudará a melhorar a imagem do Brasil? *


    Como você se sente em relação aos resultados das obras feitas? *


    O que você acha dos investimentos feitos para a Copa? *


    A Copa do Mundo é um dos grandes motivos pelos quais a população brasileira foi às ruas diversas vezes se manifestar. Durante o evento, você estaria disposto a ir para as ruas protestar? *


    A Copa está chegando, como você se sente em relação ao grande evento? *


    Como você acha que vai ser o evento? *


    Você acha que os jogadores de futebol brasileiros envolvidos na Copa deveriam mostrar apoio às manifestações já que eles também são cidadãos, em vez de tentarem exaltar a importância do evento? *


    Você acha que a seleção brasileira irá ganhar a Copa? *


    Qual é o seu nome? *
    Se preferiri, pode colocar "anônimo"

    Quantos anos você tem? *

    Qual é a sua ocupação? *
    Profissão, estudante, aposentado....

sábado, 26 de abril de 2014

Filme denuncia abusos do poder em remoções de famílias para obras da Copa

Bruno Freitas
Do UOL, em São Paulo 12/06/2013

Francicleide Souza, líder comunitária em Metrô Mangueira, 
uma das áreas atingidas pelas remoções




Um documentário de 26 minutos aposta na internet para lançar luz a uma das circunstâncias menos contempladas de exposição no ciclo de Mundial e Olimpíada no Brasil. "A Caminho da Copa" expõe o autoritarismo do poder público no processo de remoção de famílias para viabilizar grandes obras, presentes no contexto destes eventos esportivos.

Assinado pelas diretoras Florence Rodrigues e Carolina Caffé, o documentário apresenta opiniões a respeito dos impactos na preparação destes megaeventos no cotidiano de grandes cidades brasileiras. Entre os tópicos aparecem denúncias de práticas irregulares nas desapropriações, em atos que ferem a lei e resvalam em debate sobre direitos humanos.

No trabalho estão contidos relatos de histórias de pessoas cujas vidas foram deslocadas até 70 km após a desapropriação de suas casas – pela lei, esta distância precisa ser de até 7 km, para se preservar ao máximo a rede de relações da família atingida.

A lei ainda prevê que, em caso de remoção, a família deve receber uma casa em igual condições ou melhores, em relação à anterior, contando com a conjuntura social em torno da residência (ofertas de saúde, educação, direito de trabalho). No entanto, o documentário ouviu reclamações de ressarcimentos em valor inferior.

"As remoções oferecem mais um elemento de padrão autoritário. Porque o governo não faz nem valer a lei, nem oferece garantias ao cidadão, com remoções de forma muito bruta, truculenta. Sem dúvida caracteriza um Estado autoritário", afirma Florence Rodrigues,uma das diretoras do filme, disponível em duas versões no YouTube e no Vimeo.

A obra ainda ressalta o caráter autoritário deste processo, ilustrado no documentário por cenas turbulentas de remoções, com direito a tiros de borracha da polícia e denúncias de violência. Alguns dos analistas ouvidos no projeto usam argumentos graves para abordar o tema.

Para Carlos Vainer, professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ, as práticas governamentais têm sugerido "limpeza social e étnica". O acadêmico cita que o número de pessoas removidas no Rio pode alcançar até 80 mil. Em maio passado, o Comitê Popular da Copa, entidade da sociedade civil, apresentou levantamento que estima esse número em 8.350 famílias atingidas.

Por sua vez, o jornalista Juca Kfouri declara ao projeto que os métodos de desapropriações para Copa e Olimpíada "lembram práticas nazistas, de casas que são marcadas em um dia para serem demolidas no dia seguinte".

No filme são ouvidas famílias de comunidades como Metrô Mangueira, no Rio, e Vila Progresso, em São Paulo, entre outras. Estes personagens envolvidos no contexto das remoções falam, inclusive, em coação para assinatura do laudo que permite o governo ocupar o espaço.


As remoções de famílias para obras da Copa e da Olimpíada são de responsabilidade de governo estaduais e municipais, dependendo do caso, mas, na teoria, sempre com supervisão do governo federal. No corredor do BRT (Bus Rapid Transit) do Rio, cabe ao município o processo de desapropriações. Por sua vez, na duplicação da Avenida Radial Leste perto do Itaquerão, em São Paulo, o trabalho une prefeitura e estado.

"A Caminho da Copa" contou com um orçamento baixo, obtido através de um edital público. Para os flagras de remoção de famílias no Rio de Janeiro, por exemplo, o projeto teve apoio da ONG "A Nova Democracia".

Apresentado inicialmente durante a conferência internacional de sustentabilidade Rio+20, no último ano, o documentário foi recentemente finalizado e tem batalhado por repercussão online. O trabalho está disponível na internet, através do YouTube, em versão completa (26 minutos) e em outra, reduzida (6 minutos).

http://mais.uol.com.br/view/t2pjn3videvl/documentario-copa-04028D98306CE0A14326?types=A&

domingo, 20 de abril de 2014

2ª parte dos depoimentos da pesquisa de campo


"Superfaturamento, corrupção, roubalheira, porém, um grande evento, colocará o país em evidência e de certa forma gerará lucros e heranças positivas".

Gabriela, 20 anos, estudante de Engenharia
Escolheu a opção: Espero que corra tudo bem, sem violência. Agora que o dinheiro já foi gasto, não adianta cancelar.

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"Porque acredito que o problema do Brasil não está na Copa mas em estruturas mais complexas e primárias. Educação, consciência política, comprometimento com as gerações futuras... Isso é a base de uma sociedade. Acho muito simplista colocar sempre a culpa no governo se nós quem os colocamos lá! A história desse país é cheia de problemas estruturais e ter ou não a Copa não os resolve".

Fabiana Santos, 33 anos, Executiva de Multinacional
Escolheu a opção: Espero que corra tudo bem, sem violência. Agora que o dinheiro já foi gasto, não adianta cancelar.

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"O momento para se opor à Copa já passou. Como o evento já está marcado, espero que sirva de incetivo para aumentar os investimentos em infra-estrutura e reforçar o posicionamento do país como uma potência regional".

Amanda, 24 anos, jornalista
Escolheu a opção: Espero que corra tudo bem, sem violência. Agora que o dinheiro já foi gasto, não adianta cancelar.

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"Acho que não devia ter copa, se formos analisar a situação do país .. a política de pão e circo é muito forte aqui, e apesar de ficar feliz por ter a copa aqui, sei que isso vai ser usado pelos políticos em seus jogos de poder. Além disso, o país precisava usar esse dinheiro em outras mil coisas, mas agora já foi, melhor que seja bem feita do que não trazer nenhum retorno".

Ana Carolina, 21 anos, estudante
Escolheu a opção: Espero que corra tudo bem, sem violência. Agora que o dinheiro já foi gasto, não adianta cancelar.

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"Com tantos problemas no cenário nacional, o dinheiro gasto poderia ser revertido para a saúde, moradia e educação".

Ana Caroline, 20 anos, estudante
Escolheu a opção: #NãoVaiTerCopa - Espero que todos se mobilizem para ir às ruas mostrar que a população brasileira precisa de coisas mais importantes do que a Copa, como saúde, transporte, educação e segurança de qualidade.

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"Brasil tem um grande potencial para crescer na atividade de turismo. Devemos fazer uma boa propaganda para atrair mais turistas e termos mais uma indústria que traga dinheiro para o nosso país".

Mauro, 28 anos, estudante
Escolheu a opção: Espero que seja um sucesso! Adoro futebol e quero que os estrangeiros tenham uma ótima impressão do nosso país.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"À margem da imagem", de Eduardo Mocarzel

Por Marianna Firme


           O filme de Eduardo Mocarzel traz o questionamento sobre o uso da imagem de pessoas marginalizadas pela sociedade. Em “À margem da imagem”, o diretor não escuta especialistas e sim quem precisa lidar diariamente com isso: moradores de rua.

            Casos, opiniões, histórias. O longa está repleto de falas daqueles que, por opção ou necessidade, escolheram as ruas de São Paulo para morar. O cineasta além de fazer o espectador refletir sobre as condições desumanas que elas vivem e o preconceito que precisam enfrentar, investiga a opinião dos próprios moradores sobre o uso da imagem deles.

Uma das personagens conta que, em um dos famosos “sopões”, o fotógrafo Sebastião Salgado teria se aproximado e, sem cumprimentar ou pedir permissão, começou a fotografar a situação. Incomodada, ela foi questionar a atitude do fotógrafo e teria ouvido como resposta que ele tinha autorização para fotografar. Indignada, a mesma senhora disse que autorização dela ele não tinha e se ele insistisse, outros moradores jogariam a câmera dele na panela.

A equipe de Mocarzel se utiliza de outra estratégia. Há, primeiro, uma aproximação com os moradores, longas conversas, até um dinheirinho o diretor disponibiliza para que o tempo deles não seja perdido. Conforme os minutos vão passando, percebemos que uma relação de confiança e respeito foi criada. Tanto o diretor quanto a equipe estão interessados nas opiniões daquelas pessoas e em preservar a imagem delas.

Quando a primeira versão do filme está pronta, os personagens são convidados para uma sessão. Alguns se emocionam, outros demonstram não concordar com o resultado final. Percebendo isso, Mocarzel pergunta o que eles acharam e cada um dá a sua opinião e faz sugestões.


A partir desta pergunta final e da atitude do diretor de modificar algumas partes do filme de acordo com o que eles falaram, percebemos que o que importava era o que os moradores sentiam e pensavam. “À margem da imagem” não quer de jeito nenhum deixar essas pessoas de lado, pelo contrário. Ali, a imagem importa menos do que as palavras. 

"Duas Semanas no Morro" de Eduardo Coutinho.


Como uma mídia local pode ajudar a favela a resolver seu problema de saneamento básico ?

O problema de saneamento básico de uma favela pode ser resolvido através da interface das mídias locais com as mídias comunitárias. Por se tratarem de mídias com um maior alcance no que diz respeito ao público, as mídias locais são capazes de iluminar questões como essas que na maior parte do tempo estão encobertas pelo desconhecimento de grande parte da sociedade (isso inclui os setores de influência e poder como os governantes) justamente por serem um problema típico das favelas. Mas para receber esse tipo de informação que posteriormente será salientado, as mídias locais dependem das mídias comunitárias que, desenvolvidas por moradores dessas comunidades, dão o primeiro alarme sobre os problemas internos das favelas.

Por um jogo de interesses políticos e econômicos, as mídias locais abraçam essas causas oriundas das comunidades e, por bem ou por mal, acabam sendo capazes de transmitir as questões sociais das favelas para os setores responsáveis.


Comente sobre a comunicação entre a equipe de produção do filme e os moradores.

A partir do momento em que a equipe do filme passou duas semanas vivendo dentro do morro Santa Marta, criou-se um forte laço de intimidade e compreensão entre os integrantes da equipe e os moradores da comunidade. Essa convivência foi fundamental para que houvesse um aprofundamento enriquecedor do conteúdo do documentário. A presença da equipe no morro por duas semanas resultou numa observação muito menos superficial dos fatos e elementos componentes da comunidade. Além disso, os próprios moradores da favela se sentiram mais confortáveis para falar diante das câmeras.

Com um envolvimento maior com as questões locais, foi possível elaborar uma reflexão mais substancial para o desenvolvimento das perguntas feitas por Coutinho aos moradores, tocando nos assuntos mais pertinentes a eles de uma maneira simples e direta.






Minhas respostas para "Santa Marta - Duas Semanas no Morro", de Eduardo Coutinho

1 - A mídia local, ao assumir contornos de mídia comunitária, ajuda a reportar problemas específicos das comunidades, no que concerne à saúde, educação e demais serviços públicos prestados para atender à rotina daquela população. A questão é: numa dimensão mais ampla, a partir de um olhar crítico, essa rotina funciona? A problemática em torno do saneamento básico deve ser tratada pela mídia local com precisão e denúncia, a fim de mostrar ao governo o quão prejudicial é a falta desse serviço para os moradores. Mais do que isso: através de imagens, entrevistas e vídeos que elucidem o problema nas casas, a mídia local deve reclamar junto aos habitantes do lugar as falhas administrativas das autoridades. O interesse pelas questões locais e a proximidade com os moradores faz com que esse tipo de mídia possa cobrir eventos e situações cotidianas de importância pública. Visibilidade é a palavra-chave, e os moradores ganham muito com isso, pois raramente a grande mídia percorre o viés comunitário e dá espaço para uma reportagem desse cunho. Enquanto o governo investe em obras caríssimas, deixando de lado serviços básicos como o saneamento em determinadas regiões, os moradores sofrem com a carência de infra-estrutura e amparo social. A mídia local pode servir, portanto, como um apoio, um estepe, um facilitador na mediação entre cidadãos e autoridades. E, certamente, a implantação do saneamento nas regiões que disso carecem atenderia a um número muito mais expressivo de pessoas e somaria muito mais às comunidades do que as obras estéticas, feitas para atrair turistas e alavancar a imagem do Brasil no exterior. Antes saneamento básico do que cartão postal. Antes o concreto do que o imaginário.

2 - A linha de filmagem de Eduardo Coutinho deixa transparecer o contato entre equipe de produção e moradores da comunidade. A proposta é de interação, e a estética caminha para isso na medida em que se cria um ambiente intimista e natural através dos planos e filmam-se detalhes que seriam descartados numa estética mais impessoal - como no momento em que a câmera acompanha um morador aposentado subindo uma escada, e o cinegrafista o aborda em clima bastante informal. A edição também deixa trechos de diálogo entre entrevistados e equipe em que fica nítida a "intimidade adquirida" ao longo do processo de filmagem. A película encerra com uma moradora (entre risos e olhares de troca) pedindo para falar mais sobre sua vida, o que confirma a estética de proximidade com a favela - cuja problemática é reportada com organicidade, respeito e propriedade pela equipe de Coutinho.

Por Amanda Weaver

domingo, 13 de abril de 2014

Santa Marta: Duas Semanas no Morro

1 . Como uma mídia local pode ajudar a favela a resolver seu problema de saneamento básico? 

É possível ajudar a solucionar o problema não só de saneamento básico como outros tantos também, pois a mídia local pode tratar dos interesses de uma comunidade específica, podendo abranger temas e problemas para uma extensão territorial maior, atraindo assim mais atenção. A favela é vista como um local afastado e desimportante, que não merece atenção e cuidados. É um local abandonado pelos olhos da sociedade. A mídia local pode contribuir diminuindo esse afastamento, apontando para onde requer atenção. Os moradores podem fazer parte disso e dar sua contribuição, indicando o problema, e a mídia vai ajudar para que ele seja visto e resolvido.




2. Comente sobre a comunicação entre a equipe do filme e os moradores.

A equipe do filme de Eduardo Coutinho se diferencia do comum ao interagir com os moradores 24h por dia, durante duas semanas. Estavam ali presentes na situação, vivenciando a rotina local para valer. Isso nos traz uma visão mais ampla, mais real do que se quer passar no documentário. Era uma relação mais informal, sem restrições, o que para época era algo diferente dos padrões de filmes e documentários. O objetivo era chegar, filmar, fazer o que tinha que ser feito e pronto. Já o documentário do Coutinho nos mostra um novo ângulo. Isso resultou numa quebra de estereótipos, mostrando uma realidade diferente, uma imersão por completo para poder documentar aquele cotidiano de acordo com os olhos dos moradores, dos protagonistas da história. Mostrar o que realmente era preciso ser mostrado.

"Santa Marta: duas semanas no morro", de Eduardo Coutinho - Perguntas propostas em sala

Por Luisa Taranto

1 - Como uma mídia local pode ajudar a favela a resolver seu problema de saneamento básico? 

A mídia local, por abranger assuntos de interesse de um público mais variado, tem uma visibilidade maior. Além disso, tem influência política e econômica em diversos setores da sociedade devido às suas parcerias empresariais. Desta forma, a integração da mídia local com o espaço da comunidade pode trazer visibilidade para os problemas daquela população específica e devido à posição de influência, pode fazer pressão nos setores envolvidos para que o problema em questão seja resolvido. Vários meios de comunicação tradicionais têm aberto espaço para dar voz às favelas como uma tentativa de aumentar o número de leitores/espectadores/ouvintes e de certa forma assumir um papel de herói dentro da favela. Porém, essa relação não pode ser de dependência, a mídia local não pode se tornar o único meio pelo qual os problemas são resolvidos, a comunidade também precisa ter voz e se organizar para lutar pelos seus direitos.

2- Comente sobre a comunicação entre a equipe do filme e os moradores.

A partir do momento em que a equipe do documentário se propôs a morar na favela durante duas semanas, o ponto de vista do realizador mudou. Os problemas não são abordados de forma superficial e fria por alguém que vê de fora, mas sim de maneira "íntima" por alguém que de alguma forma se inseriu na parcela prejudicada pelos assuntos abordados. Essa escolha abriu um canal de confiança entre os moradores e a equipe e que por isso passa ao telespectador um sentimento de credibilidade.

sábado, 12 de abril de 2014

"Santa Marta: duas semanas no morro", documentário de Eduardo Coutinho

Por Marianna Firme



Respostas das questões propostas em sala de aula.

1 - Como uma mídia local pode ajudar a favela a resolver seu problema de saneamento básico? 

   A mídia local pode ajudar a favela a resolver os problemas, como o de saneamento básico, na medida em que mantém uma relação com as mídias produzidas dentro da comunidade. Uma mídia comunitária lida diretamente com os problemas daquele local, é feita e gerida pelos próprios moradores e tem como meta educar e ajudar no desenvolvimento comunitário. Neste sentido, a mídia local, mesmo seguindo a lógica empresarial da grande mídia, pode ampliar o alcance desses problemas e oferecer uma projeção maior às questões.

  Contudo, é necessário que os assuntos discutidos e as soluções encontradas beneficiem a própria comunidade. Apesar de poder haver unidade entre as duas mídias, a local não pode passar por cima desses interesses. O aumento da projeção seria uma maneira de ajudar as reivindicações a serem atendidas e não usá-las de forma sensacionalista.

2- Comente sobre a comunicação entre a equipe do filme e os moradores.

   No filme, gravado em 1982, Coutinho aborda os problemas enfrentados pelos moradores do morro Santa Marta.  Na época, o cineasta morou durante duas semanas na comunidade. Esta inserção fez com que ele e a equipe pudessem entender como aquele universo funcionava e quais as carências e exigências de quem vivia lá.

  A imersão naquela realidade construiu uma relação de intimidade e confiança entre as partes que transborda na tela. Quando se constrói uma relação assim, fica mais fácil falar sobre os problemas do lugar, pois você acaba adotando a visão de quem vive aquilo cotidianamente. Além disso, é devido a esta confiança depositada na equipe que os moradores ficaram à vontade para expor suas vidas. Consequentemente, o filme faz com que nós, espectadores, fiquemos  mais abertos para entender aqueles problemas e derrubemos a visão estereotipada da favela.  

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Questões com base no documentário Duas Semanas no Morro

Por Tiago Coelho

1 - Como uma mídia local pode ajudar a favela resolver seu problema de saneamento básico?

As mídias locais representam um importante veículo para denunciar o descaso do poder público em determinados locais segregados pelas políticas públicas. Ao dar voz aos moradores e líderes locais, as mídias locais revelam as mazelas que ainda persistem no país, onde um grupo de pessoas vive  marginalizadas sem acesso a direitos básicos como o saneamento básico. Através de fotografias, vídeos e relatos escritos podem nos inteirar para a indignidade em que certas  comunidades ainda vivem como esgoto a céu aberto, lixo,  ratos e baratas e toda a sorte de problemas que põe em risco a saúde dos moradores. O filme dirigido por Eduardo Coutinho evidencia a importância de se ouvir os moradores e estar a par de seus problemas.


2- Comente sobre a comunicação entre a equipe de produção, e os moradores da favela.

Coutinho e sua equipe estabelecem uma relação horizontal na realização do documentário. Os moradores ao mesmo tempo são personagens do filme e também agentes realizadores da obra. Junto com a equipe do cieneasta os moradores entrevistam a polícia e com isso ajudam a construir um importante trabalho colaborativo, onde profissionais de cinema e a comunidade se unem para refletir sobre a vida na comunidade Santa Marta. Esta forma de trabalho do Coutinho só faz enriquecer sua obra.


Duas Semanas no Morro - Por Fabrizzia Milione

DUAS SEMANAS NO MORRO - EDUARDO COUTINHO


1 - Como uma mídia local pode ajudar a favela resolver seu problema de saneamento básico?

R: Acredito que o modo mais efetivo de uma mídia local contribuir com a resolução dos problemas da favela, como o de saneamento básico, é através da interface com mídias produzidas na comunidade. Uma produção comunitária lida diretamente com a participação das pessoas do próprio lugar na identificação das deficiências locais, característica que possibilita um leque de denuncias e problemas sociais mais direcionado, do ponto de vista do morador. Ainda que uma mídia local possua um tipo de gestão semelhante a dos veículos de massa convencionais e por isso haja suscetibilidade de interesses econômicos e outros em jogo, ainda parece ser uma boa forma de oferecer projeção aos problemas. Talvez o lado útil desse sistema de interesses políticos seja a repercussão da iniciativa coletiva pondo em jogo a questão da credibilidade empresarial e a efetividade quanto à prestação de contas do aparelho governamental. O crucial nesse sentido é que mesmo que haja unidade entre duas mídias, os assuntos específicos das comunidades devem partir da própria comunidade e mesmo a solução final para as problemáticas, deve ser proveniente da iniciativa desses segmentos populares e não por aparente eficiência exclusiva de agentes de unidades de negócio comercial, como acontece em programas locais encarnados como justiceiros sociais. A projeção seria apenas um caminho auxiliar, pois a reivindicação deve partir da ação comunitária, sem que se dispensem as mídias da região e a possível convergência entre o asfalto e o morro, o local e o comunitário no caminho para a sustentabilidade. 

2- Comente sobre a comunicação entre a equipe de produção, e os moradores da favela.

R: O filme de Eduardo Coutinho aborda problemas de saneamento básico, violência urbana, estimula a consciência de que vivem trabalhadores na favela e demonstra um trato especial com a vida cotidiana e o modo de filmagem. Coutinho vai para a favela Santa Marta em 1982 e vive por duas semanas naquela realidade, conversa com todos os organismos daquele lugar e se envolve com o universo que pretende abordar de modo intenso, prova disso foram às muitas horas de gravação realizadas para a extração de
minutos no produto final. A questão da intimidade é muito expressa em seu filme junto à ideia de simplicidade. Primeiro o diretor e sua equipe investigam aquele cenário para posteriormente lidar com ele. É importante que tenhamos essa atitude na realização de nossos trabalhos ao, por exemplo, elaborarmos perguntas apenas depois de reconhecer elementos sobre aquilo que desejamos abordar. No caso de Coutinho, as perguntas decoradas são dispensadas e a câmera é colocada na frente das pessoas, para que essas se sintam livres para falar sobre o que quiserem. Notamos uma espontaneidade na fala de cada uma delas, nos diálogos travados, na imagem que não teme o real, que não se maquia. São elementos que contribuem para a melhora do mundo através de uma mídia construída com outra ótica. Refletimos questões como a do saneamento básico ao saber que não temos como falar em cidade sustentável sem esse tipo primordial de item. Através dessa relação dos produtores com os moradores e a execução do documentário, passamos a pensar a favela não como local de marginalidade, mas como lugar onde os trabalhadores representam o percentual máximo.

Duas Semanas no Morro - Por Thais do Rio.

DUAS SEMANAS NO MORRO - EDUARDO COUTINHO. 

1-  Parece impossível, mas muitas pessoas não sabem dos problemas que acontecem a sua volta. Às vezes até sabem, mas não exatamente o que aquilo significa para aquela população que ali vive. Uma mídia local ajuda a informar as pessoas. Pode assim explicar o que está acontecendo na comunidade e como esse problema pode ser sanado. Com o maior conhecimento das pessoas sobre o assunto, estas podem começar a se mobilizar para ajudar a resolver e lutar pelos seus direitos.




2- Esse documentário de Coutinho foi fruto de um concurso realizado pelo Ministério da Justiça para a produção de um vídeo sobre violência nas favelas do Rio de Janeiro. Portanto, o  dinheiro era pouco e o tempo também era curto. Percebemos a presença da equipe na filmagem, fazendo questão de mostrar que a obra é resultado do encontro de quem filma e quem é filmado, além de conter informações sobre as condições de realização do filme. Logo no começo do filme Coutinho diz que colocou um aviso no morro anunciando que estaria na associação de moradores conversando com quem quisesse falar sobre violência e discriminação. Então, podemos perceber que a relação com os moradores era bem aberta. Quase todos sabiam o que estava se passando ali, que estava acontecendo uma filmagem e muitos se dispuseram a falar sobre os problemas da sua comunidade. E não somente problemas.

domingo, 6 de abril de 2014

Depoimentos da pesquisa de campo feita pelo grupo

"Acredito que a Copa do Mundo é sim um evento de extrema importância para qualquer país. Não apenas como uma forma grandiosa de entretenimento , mas também uma forma de impulsão econômico/ social, e que deixa algum tipo de legado ao país-sede. Porém o Brasil não cumpriu, tudo parece uma verdadeira "utopia nacional". Se antes nada era investido em nosso futebol, em nossa estrutura de cidade, a copa chegaria como uma solução, pois aqui no "país do futebol" o jogo é assim : Mídia internacional voltada para nós? Vamos investir e mostrar que o Brasil é um país tão bom quanto qualquer outro da Europa. E a copa do mundo, que é organizada pela FIFA trouxe sim á nos muita pressão nesse quesito, tudo deveria parecer perfeito. Entretanto faltam menos de 100 dias para o início da competição, e temos estádios ainda por terminar e obras de estruturação/ mobilidade urbana que nem ficarão prontas. Ou seja, resta a reflexão, será que o Brasil realmente precisa sediar mais uma Copa?"

Artur Rocha Silva Filho, estudante
Marcou a opção: Espero que corra tudo bem, sem violência. Agora que o dinheiro já foi gasto, não adianta cancelar.

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"A Copa do Mundo é um evento de grande magnitude e, por isso, era esperada. Consta a favor a comemoração quando o Brasil foi anunciado país-sede.
Hoje, no entanto, estamos vendo o caos na estrutura do país para receber um evento deste porte. Se de um lado estamos cientes do atraso do Brasil em relação aos portos, aeroportos, rodovias, hospedagem, acomodação e preparação do povo; do outro, temos a certeza de que não concluiremos com precisão as obras, já em caráter emergencial para impedir um "apagão" durante o torneio.
Estão em jogo duas Copas do Mundo: uma será jogada dentro das quatro linhas com final marcada para o Maracanã, no Rio, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016; a outra, diz respeito a infraestrutura. Temos chances de vencer a primeira que será disputada com garras e dentes. A outra, temos a convicção de que já perdemos. Podemos, contudo, reduzir o placar e deixar a imagem de um país que sabe das suas dificuldades e luta para saná-las a tempo, por exemplo, das Olimpíadas do Rio de Janeiro, entre outros desafios globais impostos à nação canarinho.
Ainda assim, como diz a opção escolhida, os gastos já foram feitos e o evento era esperado desde 1950. Por pior que seja a situação, alguma coisa ficará para o país, ainda que não estejamos nem com 70% das obras necessárias concluídas para o uso da população. É preciso aprender com os erros para cobrar mais responsabilidade fiscal e apuração dos crimes fiscais ocorridos durante a preparação e o torneio.

Que venha a Copa!"


Renan Rodrigues; 19 anos; jornalista
Marcou a opção: Espero que corra tudo bem, sem violência. Agora que o dinheiro já foi gasto, não adianta cancelar.

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"É uma oportunidade para implementar o turismo no Brasil, durante e após a Copa, como já tem sido observado, com aumento de investimentos privados na rede hoteleira e crescimento da oferta de empregos, entre outros aspectos.
As obras de infraestrutura são necessárias para o dia a dia da população e a Copa oportunista esses investimentos. É o famoso "legado" da Copa. 
Os empréstimos à iniciativa privada para reforma ou construção de estádios permitem maior agilidade nas obras e retornarão ao BNDES com juros, além de deixarem estádios mais modernos e apropriados a esportes em geral e outros eventos, como shows...
Os argumentos contrários que ouvi acabam escondendo uma torcida para que a Copa não dê certo, por motivos eleitorais anti-PT...
Estes são os aspectos mais relevantes... Ah, tem outro! Quero esquecer de 1950 e ver o Brasil campeão mundial no Maracanã!"


Heitor
Marcou a opção: Acho ótimo, o Brasil está precisando ser o foco no cenário mundial

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"Minha opnião é que o governo esta focando em projetos errados. Temos muitos problemas a serem resolvidos e o nosso dinheiro esta sendo mal invetido!"

Barbara, 20 anos, estudante
Marcou a opção: #NãoVaiTerCopa - Espero que todos se mobilizem para ir às ruas mostrar que a população brasileira precisa de coisas mais importantes do que a Copa, como saúde, transporte, educação e segurança de qualidade.

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"Espero que ocorra tudo certo ,apesar de ter grandes chances de muita coisa dar errada , não sei se o Brasil esta realmente preparado para sustentar uma copa e tudo que ela traz, na questão de infraestrutura para suportar todas as pessoas que virão para cá adequadamente.Essa copa pode ser muito benéfica para o pais,vai ser a grande chance de darmos a volta por cima e fazer com que as pessoas parem de ver o Brasil apenas como um pais de samba e praia . ou pode acabar sendo um tiro no pé pois evidenciará em grande escala todos os problemas que o pais apresenta para o mundo todo , é uma  grande chance de darmos a volta por cima e fazer com que as pessoas parem de ver o Brasil apenas como um pais de samba e praia."

Stefano Piucci, 23 anos, estudante de Administração
Marcou a opção: Espero que seja um sucesso! Adoro futebol e quero que os estrangeiros tenham uma ótima impressão do nosso país